terça-feira, setembro 30, 2008

terça-feira, setembro 09, 2008

segunda-feira, setembro 01, 2008

A Partícula de Deus

Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".

O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.

Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.

Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.

Ligue seu computador ao maior experimento científico da história

Enquanto alguns afirmam que a maior máquina já construída pelo homem, o Grande Colisor de Hadrons, ou LHC ("Large Hadron Collider"), poderá até ameaçar a Terra, outros afirmam que ela poderá descobrir a "Particula de Deus".

O fato é que o LHC vai gerar tantos dados que nem mesmo os maiores supercomputadores do mundo poderão lidar com todos eles.

LHC at Home

Por isto, os físicos resolveram utilizar um mecanismo criado para a busca de inteligência extraterrestre e agora já adotada para desvendar o segredo das proteinas e até para localizar particulas de cometas, entre várias outras iniciativas do mesmo tipo.

Acaba de ser lançado o LHC at Home, um programa que funciona como um protetor de tela e que, em vez de deixar seu computador ocioso quando você não o está utilizando, faz uma simulação de uma partícula subatômica viajando ao longo de um anel acelerador de partículas de 27 quilômetros de perímetro.

Acelerador de partículas virtual

O programa que roda por trás do LHC@Home é chamado SixTrack, que não apenas simula a trajetória da partícula, mas também estuda a estabilidade de sua órbita, gerando informações essenciais para a verificação da estabilidade de longo prazo das partículas de alta energia que viajarão de fato no LHC.

O SixTrack simula 60 partículas simultaneamente e roda a simulação para até 1 milhão de voltas ao redor do acelerador de partículas virtual. Pode parecer muito, mas isso leva menos de 10 segundos em um PC padrão.

Riscos sérios

"É suficiente testar se o feixe [de partículas] permanece em uma órbita estável por um longo período, ou [se há] o risco de que ele perca o controle e saia do curso em direção às paredes do tubo de vácuo. Uma instabilidade destas pode ser um problema muito sério, que pode resultar na parada do equipamento para reparos, se isso acontecer na vida real," diz o site do projeto.


Veja o site.

Trinta e oito pessoas já reservaram quarto no primeiro hotel espacial do mundo, o Galactic Suite

O Primeiro hotel espacial abre portas em 2012 e se encontrará a 450 km da Terra.




A partir de 2012, pela quantia de três milhões de euros, já se poderá passar férias no espaço, no primeiro hotel espacial, Galactic Suite, que irá proporcionar aos seus clientes um spa, numa esfera transparente, onde cada turista poderá flutuar no meio de uma bolha de 20 litros de água. Haverá também uma casa de banho com gravidade zero. Até agora já foram feitas 38 reservas, de pessoas vindas de Espanha, EUA, Emirados Árabes, China, Rússia, Austrália e América do Sul.

A companhia turística já referiu que prevê que a partir de 2012 irão realizar-se duas viagens por semana, que leva por cada vôo 6 pessoas - quatro turistas e dois tripulantes. Desta forma, a Galactic Suite espera que em 2012 350 pessoas possam passar férias no seu hotel espacial.

Além dos quatro dias de estadia, a 450 quilómetros da Terra, o preço do bilhete inclui também 18 semanas de preparação física numa ilha das Caraíbas, sendo que durante esse período de preparação cada turista poderá levar consigo a família.
Xavier Claramunt, criador deste projecto fundado em Barcelona, em 2007, referiu em comunicado que os vários engenheiros da sua companhia se encontram a trabalhar em várias actividades lúdicas, científicas e físicas que os clientes desfrutarão no espaço.

Durante os quatro dias em órbita, cada turista poderá ver o Sol a nascer e a pôr-se 15 vezes, já que a cada 80 minutos a estação espacial completará uma órbita em torno da Terra.
O novo Galactic Spaceport Suite é o primeiro aeroporto espacial comercial no mundo, encontrando-se em construção numa ilha das Caraíbas. A companhia revelou que espera poder construir mais aeroportos espaciais no futuro, para facilitar a acessibilidade a outros hóteis espaciais.

O aeroporto espacial que se encontra em fase de construção, incorpora um sistema de lançamento espacial em que a nave levitará magneticamente e depois ganha velocidade na pista de lançamento Maglev. Esta nova tecnologia permite uma maior segurança e terá um menor impacto no meio ambiente.


Mais informações no site da Galactic Suite